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Empresas brasileiras precisam ampliar liderança feminina

As empresas estão hoje muito mais atentas e dedicadas a adotar as boas práticas de governança, sociais e ambientais (ESG), especialmente porque vêm constando que elas não só são uma obrigação em relação à sociedade e ao futuro, mas também porque hoje são benéficas para os negócios e para sua reputação junto aos consumidores.
“Considerando-se o ESG, nós já avançamos bastante na implementação de ações para melhor governança e temos avançado expressivamente nas práticas ambientais, bem como em sua respectiva mensuração, o que é fácil constatar pelos relatórios anuais das companhias”, afirma Cristiane Locateli, sócia da Pryor Global.
Mas ainda há muito a se avançar na área social, principalmente em relação à ampliação do número de mulheres em cargos de liderança, o que se tem comprovado por várias pesquisas ajuda a melhorar as relações entre as diferentes áreas, a otimizar os negócios e, inclusive, a aumentar a rentabilidade.
“Destaco a importância da liderança femininas, mas é fundamental também aumentar a presença de negros, indígenas, trans e outras minorias, para tornar as equipes mais diversas, colaborativas e integradas. Isso fomentaria muito a criatividade e a inovação em empresas dos mais diversos segmentos, acredita Cristiane. Infelizmente, a presença feminina nas lideranças e conselhos de administração ainda é muito pequena.
Para se ter uma ideia, segundo levantamento da Teva Índices, menos de 20% dos conselhos de administração e fiscais, diretorias e comitês de auditoria, entre outros cargos de gestão são mulheres. “É uma constatação contraditória considerando-se que as mulheres são maioria na população no geral e sua presença têm crescido ano a ano no mercado de trabalho. Por isto, para fortalecer suas reputações e aperfeiçoar seus negócios, as empresas precisam agora encarar o desafio de tornar o perfil de suas lideranças mais diversificado ano a ano”, avalia Cristiane.
A avaliação da sócia da Pryor Global vai ao encontro de uma pesquisa conduzida, recentemente, pela empresa McKinsey & Company, que apontou que as mulheres têm mais capacidade de lidar com ambientes de maior pressão, apoiando suas equipes e outros líderes. Isso porque elas têm uma visão mais holística do bem-estar como um todo. “Esse aspecto reforça a importância de as empresas continuarem investindo na diversidade e deve motivar os gestores a estimular integrantes de suas equipes a desenvolverem habilidades de liderança e a se posicionarem sobre diferentes temas, deixando de lado preceitos antiquados”, comenta executiva.
Para Cristiane, mesmo quando as mulheres, por exemplo, conquistam espaço no C-Level, as empresas continuam a testá-las e a exigir até mais do que os homens, muitas vezes pagando salários inferiores, o que é absolutamente injusto e contraria as expectativas de conformidade com as exigências de ESG. “Mudar os padrões da sociedade e do mercado corporativo leva tempo. Mas se nos mantermos resilientes e aproveitarmos as oportunidades para nos posicionarmos com confiança, firmeza e seriedade, mostrando nossas habilidades e diferenciais, assim como apoiando outras profissionais, desde seus primeiros passos, esta realidade mudará até o fim desta década”, ressalta.
* por Cristiane Locateli, sócia da Pryor Global
 Ink Comunicação
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