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Seguros se adaptam às novas modalidades de trabalho. Veja as diferenças

Especialistas orientam coberturas para quem atua em sistema híbrido, home office ou abriu um negócio em casa

O percentual de pessoas trabalhando em casa praticamente dobrou, era de 11% antes da pandemia e atualmente está em 20%. Já o sistema híbrido, que era realidade para apenas 10% dos trabalhadores, já alcança 17%. Se depender da vontade dos brasileiros, esses números serão ainda maiores no futuro: 23% gostariam de se dividir entre casa e empresa, e 42% prefeririam ficar direto em home office, segundo pesquisa da WTW Brasil.

Os novos arranjos impulsionados pela pandemia geraram um desafio extra sobre como proteger os equipamentos usados para trabalhar em casa ou para novos negócios desenvolvidos no ambiente doméstico. Além disso, há uma preocupação adicional com o transporte, já os aparelhos são levados com mais frequência de um lado para outro.

— Rapidamente as seguradoras se adaptaram à nova realidade criada na pandemia, tanto com oferta de novos produtos para proteger quem abriu negócios caseiros, quanto na melhora da informação dos serviços já ofertados, como help desk, que podem ser úteis aos segurados que passaram a trabalhar de casa — diz Jarbas Medeiros, presidente da Comissão de Riscos Patrimoniais Massificados da Federação Nacional de Seguros Gerais (Fenseg).

Há seguros residenciais que protegem o patrimônio de quem montou um escritório, uma confeitaria ou um pequeno salão de beleza em casa. E também há seguros empresariais com proteção para a moradia, quando o negócio já tomou conta da maior parte do imóvel. Além disso, é possível proteger computadores, celulares e outros itens móveis de trabalho para quem adotou uma rotina híbrida ou é nômade digital.

Confira alguns tipos de proteção:

Residencial com cobertura para o negócio

Raquel Silva, diretora de Affinity, da WTW Brasil, lembra que até bem pouco atrás, ter um negócio em casa poderia ser motivo de exclusão da cobertura do seguro residencial. Agora, há produtos que permitem proteger equipamentos usados para o trabalho, do computador à impressora, passando pelo fogão industrial, pela máquina de overloque e pelo lavatório de um salão de beleza doméstico.

Lançado em fevereiro de 2020, o seguro nessa modalidade da Tokio Marine tem valor entre R$ 500 e R$ 600 anuais (ou mensalidades em torno de R$ 50).

— Essa cobertura protege o imóvel e os equipamentos, mas o estoque não está coberto — ressalva Magda Truvilhano, superintendente de RD Massificados da Tokio Marine.

Empresarial

As coberturas dos seguros residenciais e empresariais são muito parecidas no que diz respeito a roubo, incêndio ou danos por problemas climáticos. A grande diferença, ressalta Sidney Cezarino, diretor de Seguro Patrimonial da Tokio Marine, além de cobrir o estoque do negócio, é a previsão de cobertura de lucros cessantes e despesas fixas do negócio:

— Uma pessoa que tem um restaurante ou um bar em casa, se houver um incêndio, ela pode receber, em média, por seis meses, o lucro que apurava com o negócio. Além de ter garantido o pagamento de despesas fixas. Isso pode fazer a diferença para aquele empreendimento sobreviver a um acidente desse porte.

Dependendo da atividade, diz Saint’Clair Lima, diretor da Bradesco Seguros, pode ser necessária uma inspeção para verificação de risco. Um restaurante, por exemplo, oferece mais riscos do que um escritório de arquitetura. Nessa vistoria são dadas ainda orientações de segurança. E, lógico, quanto maior o risco, maior o custo do seguro.

Empresarial com cobertura residencial

Os especialistas lembram ainda que é possível contratar um seguro empresarial com coberturas básicas para a área de moradia. Seria a opção, por exemplo, para quem transformou a casa em restaurante e passou a morar numa edícula no fundo do terreno.

Assistências

Os seguros costumam oferecer uma série de assistências agregadas, como serviços de hidráulica, elétrica, chaveiro e, em alguns casos, até auxílio para pequenos consertos domésticos e reformas ou montagem de móveis. Mas foram os serviços de help desk, para computadores, e de conexão com a internet as grandes novidades nos últimos tempos.

Equipamentos

Para quem presta serviço a domicílio ou decidiu mudar temporariamente de endereço para a serra, a praia ou outro estado, é possível contratar proteção só para os equipamentos, como computadores, celulares, câmeras e ultrassom domiciliar. O custo anual fica entre 3% e 4% do valor do bem, e o seguro oferece cobertura para roubo, furto qualificado e danos elétricos.

— Essa é uma solução para profissionais autônomos que trabalham com equipamento na rua ou para nômades digitais, que vão para imóveis alugados por temporada ou hotéis — destaca Marcelo Tornero, gerente de Ramos Elementares da Porto Seguro.

Renda resguardada

Marcelo Mansur Haddad, coordenador do Comitê de regulação da FGV, lembra que profissionais liberais podem ainda contratar, dentro do seguro de vida, uma garantia de renda mínima, em caso de invalidez temporária. Por exemplo, um cirurgião que precise imobilizar a mão teria cobertura.

Cibersegurança

Os seguros para risco cibernéticos estão disponíveis para empresas de portes médio e grande. Mas Lima, da Bradesco Seguros, diz que já se estudam soluções para micro e pequenos negócios. A ideia é oferecer ainda um serviço que aponte vulnerabilidades para quem trabalha de casa.
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